Queen & Adam Lambert

Muito se tem falado nos últimos dias acerca deste projecto musical, que será cabeça de cartaz num dos dias do Rock in Rio Lisboa 2016.

Pois bem, têm chovido muitas críticas ao projecto musical e à organização, mas por outro lado, muitos são os que se congratulam com a notícia, pois esta é a única forma de poderem assistir a um concerto dos Queen, ou quase Queen, por faltar o mítico (e já falecido) Freddie Mercury e o baixista John Deacon, aposentado do mundo da música.

Esta chuva nas redes sociais parece mostrar que, e visto que já passaram quase 25 anos desde o desaparecimento da lenda (Freddie), o público, de um modo geral, não entende que se trata de uma parceria entre os membros dos Queen (Brian May e Roger Taylor) com o Adam Lambert, daí apresentarem ambos os nomes, pois o objectivo não é, nem nunca será, substituir o incrível Freddie Mercury, mas sim homenageá-lo, como acontece em diversos momentos ao longo dos concertos que o grupo proporciona.

Fazem sentido as críticas que são feitas a Adam Lambert?

Não. Adam Lambert parece ser um dos poucos cantores da actualidade com capacidade vocal para interpretar Freddie Mercury de uma forma relativamente aproximada e bastante competente. Adam não tem medo de arriscar e é também um showman, criando grande empatia com o público e uma excelente simbiose com a restante banda.

Valerá a pena o concerto que o grupo tem para nos proporcionar?

Claramente. Pela análise que nos foi possível efectuar, os concertos estão muito bem conseguidos. A banda está em excelente forma e Adam Lambert é um parceiro à altura do desafio. Contudo, não é Queen, é metade dos Queen, com o apoio de Adam Lambert, vários outros músicos e grandes vídeos de Freddie Mercury nos ecrãs gigantes. Quem conseguir compreender isto, poderá assistir ao concerto e não sairá defraudado, de todo.10

Pensem neste acontecimento como sendo o maior tributo aos Queen que alguma vez existirá. A partir daí, decidam se é suficiente ou se preferem antes ficar em casa a assistir ou recordar o concerto do Live at Wembley no vosso computador, com toda a banda original.

Aqueles que são realmente fãs, não deveriam preocupar-se em criticar algo que não merece crítica. Bandas como The Doors ou Pink Floyd não voltam, e o mais perto que os fãs conseguem estar de as ver é através de bandas de tributo (como Riders on The Storm ou Brit Floyd, respectivamente) ou assistindo a concertos a solo dos ex-integrantes dos míticos grupos (Roger Waters ou David Gilmour, por exemplo). Neste caso, temos dois integrantes originais dos Queen presentes e vários substitutos à altura. É caso para dizer: Obrigado pela oportunidade!

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