Surface Pro 4

Foi recentemente lançado o Surface Pro 4, o tablet adaptável da Microsoft. É o quarto modelo da linha Surface que, mais uma vez, pretende (e consegue) rivalizar com grande parte dos computadores portáteis do mercado.

Hoje fazemos uma análise completa ao produto, que já tivemos oportunidade de experimentar, podendo informar de antemão que é uma aposta ganha da Microsoft, embora o grande senão continue a ser o sistema operativo, neste caso o Windows 10, que apesar de ter grandes melhorias comparativamente ao 8.1, talvez só numa próxima versão venha a atingir a qualidade necessária para rivalizar com o Android (em termos touch) e com o antigo Windows 7 (considerado por maioria dos utilizadores como um dos dois melhores Windows do século XXI, a par do XP).

O primeiro Microsoft Surface foi apresentado à já alguns anos, nasceu de uma ideia já antiga que remonta a 2002, numa altura em que ainda ninguém sonhava com a existência de tablets ou iPads, mas que a Microsoft já previa vir a ser uma realidade. Contudo, os custos envolvidos e a tecnologia ainda pouco avançada, levaram a crer que o consumidor teria que pagar valores demasiado elevados por um produto com o mínimo de qualidade, pelo que o projecto foi colocado numa gaveta.

Apesar de tudo, e já vários anos depois da Apple e outras marcas terem revolucionado o mundo do Touch, a Microsoft decidiu entrar na guerra das smart devices. Estávamos em 2012 quando o primeiro Microsoft Surface foi lançado, equipado com o Windows 8, motivo que define desde logo parte das fraquezas do dispositivo. O primeiro Surface era por vezes lento, também rico em incompatibilidades. Possuía hardware limitado e pouco software e apps dedicadas ao touch. A bateria era também de pouca durabilidade. Coisas más… mas que fizeram do Surface um dispositivo inovador e revolucionado, que demonstrou ao mundo os erros que não se poderiam cometer ou as vantagens que se poderiam obter (sendo o design e polivalência do equipamento, de um modo geral, uma das grandes vantagens).

Desde então, o Surface evoluiu, conquistou mercado e chegou ao seu terceiro modelo com todas as condições para ser um marco na história. Muitos utilizadores de computadores portáteis começaram a optar por adquirir o Surface 3 (tendência que já vinha sendo ligeiramente apresentada no 2), utilizando-o com o famoso teclado que o tornou tão distinto. No fundo, o equipamento não fugia muito ao convencional Laptop, tendo apenas um ecrã ligeiramente mais pequeno que as habituais treze e quinze polegadas, pelo que a mudança por parte dos utilizadores foi gradual e natural.

Mas este ano, e antes da época natalícia, fomos presenteados com um novo lançamento, dotado de base com o Windows 10 e apresentando preços especiais de lançamento em todas as grandes lojas. Uma excelente estratégia por parte da Microsoft que, para além de escolher o momento ideal para efectuar o lançamento, conseguiu também garantir ao consumidor um equipamento de topo, que rivaliza agora com qualquer computador portátil ou tablet do mercado.

surface pic 2O Surface Pro 4 possui um ecrã de 12,3 polegadas e uma resolução de 267 dpi, bastante superior à “retina” apresentada pela Apple (150dpi), algo também já apresentado pela Samsung nos seus aparelhos. No dispositivo podemos encontrar uma câmara traseira de 8 megapixels e uma frontal com 5, valores mais que suficientes a nosso ver, dado que o Surface não é propriamente um telemóvel, que se utiliza permanentemente como câmara portátil, mas que ainda assim nos permite também filmar em Full HD (1080p).

O dispositivo apresenta um processador Intel Quad Core i5 de sexta geração e uma memória RAM de 8Gb, bem como uma memória de armazenamento de 256Gb e gráficos Intel 520. As portas USB são de versão 3.0 e o aparelho suporta cartões Micro SD, que nos permitem facilmente expandir a memória de armazenamento até 512Gb por um preço acessível. Escusado é referir a existência de Bluetooth e WiFi, algo absolutamente imprescindível nos dias que correm.

A bateria do dispositivo dura até nove horas, uma performance incrível, e a Microsoft oferece-nos agora uma caneta touch aprimorada e um teclado em plástico, igualmente fino, que vem substituir o tão criticado teclado “soft touch” (felpudo), que retirava sensibilidade ao utilizador e irritava alguns no contacto com a pele. Após experimentarmos o produto, confirmamos que a sensibilidade do mesmo, assim como a rapidez, estão num patamar muito elevado, não nos desapontou de forma alguma.

O preço do artigo ronda os 1.299$ (cerca de 1.235€), mas podemos encontrá-lo com preços especiais por esta altura, custando 999$ (cerca de 950€). Se precisas de um novo computador por esta altura e se as funcionalidades touch são algo que te cativa, esta é provavelmente a compra ideal no que toca a dispositivos com sistema operativo Windows!

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