Presidênciais 2016

AVISO: Aquando da leitura deste texto, tenha cuidado, este inclui o nome do próximo presidente da República, e algumas alfinetadas a Marcelo Rebelo de Sousa. Caso este seja vencedor, este texto pode ser ilegal, trafique-o com cuidado

Sr. Presidente

Quando o leitor passar os olhos neste texto, já saberemos quem é o próximo Presidente da República de Portugal… Ou não!

Caso saibamos então, significa que Marcelo Rebelo de Sousa obteve mais de 50% dos votos dos portugueses. Vamos então ter um presidente com um currículo invejável de ações cívicas. Teremos um chefe de Estado da REPÚBLICA monárquico (ou não fosse MRS presidente vitalício da Fundação Casa de Bragança). Não sendo isto bastante, o nosso eventual Sr Presidente, talvez por herança familiar direta, talvez apenas pelo ridículo, foi uma das pessoas que, em 1996 enquanto líder do PSD, apoiou a petição que tentou censurar Herman José após o sketch A Última Ceia. Em 2010, protestou a aprovação do casamento de pessoas do mesmo sexo. Sem enumerar inúmeros ditos e contraditos ao longo desta década de campanha que MRS fez em vários meios de comunicação, da televisão até à radio e aos jornais. Curioso é que, embora já esteja a fazer campanha há 10 anos (que supostamente lhe daria à vontade em debate e respostas a perguntas) foi o único candidato que se recusou a ir ao fórum TSF. A verdade é que o candidato papa-livros, desapareceu quando precisava de passar a papa-léguas. Porventura por saber que seria nesta altura mais contestado que nunca, adotou a fenomenal estratégia do “fala p’ra mão”.

Se ainda não soubermos quem é o PR, então Sampaio da Nóvoa e MRS vão disputar a segunda volta no dia 14 de fevereiro. Não há volta a dar. As urnas ainda não tinham fechado quando este artigo foi redigido, mas nem Marisa Matias, nem Maria de Belém terão chegado próximo daquilo que Sampaio da Nóvoa conseguiu. Obviamente também que Paulo Teixeira de Morais, D. Tino o de Rans, Jorge Sequeira, Henrique Neto, Cândido Ferreira e Edgar Silva não se aproximaram minimamente dos candidatos anteriormente mencionados. Por muito que custe, há uma distinção natural entre candidatos de 1ª, candidatos de 2ª e candidatos de 3ª. Não o diz a constituição, não o dizem os fundamentos da democracia portuguesa, mas sim os próprios candidatos, nas ideias que apresentam e nas campanhas e debates que fazem.

Contemplando a feliz ideia de uma segunda volta, será/teria sido (Riscar o que não interessa mediante os resultados), como já foi dito, entre SN e MRS. E aqui, ao contrário daquilo que se viu à primeira volta, entrariam as máquinas partidárias a trabalhar. Sampaio da Nóvoa reune condições para recolher os apoios da “união de esquerdas” (PS+BE+PCP) e Marcelo seria naturalmente apoiado pela ex-PaF. A partir daqui podemos  adivinhar (analisando as últimas eleições, a representação parlamentar e a atual força dos partidos) um resultado favorável ao antigo reitor da Universidade de Lisboa.

Se isto então se verificar, podemos ter um presidente que não é licenciado, mas tem 2 doutoramentos e passou numa das análises curriculares mais extensivas possíveis,que por incrível que pareça não foi a que o permitiu ser reitor, mas sim o escrutínio público do seu currículo profissional e académico. Teremos como presidente um homem que reúne os apoios de Jorge Sampaio, Mário Soares e Ramalho Eanes (seja isto bom ou mau, à escolha do leitor). Teremos outra vez um presidente de Esquerda.

No entanto, hoje, dia 25, se eu estiver redondamente enganado, ignore o parágrafo anterior ou faça as correções aos tempos verbais a seu gosto. Que ganhe o melhor, ou então Marcelo Rebelo De Sousa.

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